segunda-feira, 25 de Maio de 2009

A nossa mensagem...




CONTRARIAR O ESTIGMA PASSA POR TODOS NÓS!!!



Adopte outra atitude face às Perturbações Mentais*

domingo, 24 de Maio de 2009

O consumo de Substâncias Psicoactivas













O consumo de substâncias psicoactivas*(álcool, tabaco, calmantes, café, anti-depressivos, cannabis, etc), podem por si só provocar perturbações psíquicas ou então ajudar a precipitar uma perturbação mental para a qual a pessoa já tinha uma predisposição ou seja, pode fazer com que esta se manifeste mais cedo ou de uma forma mais grave.




*qualquer substância que tenha a capacidade de produzir um estado de dependência e estimulação ou depressão do sistema nervoso central, resultante de alucinações ou distúrbios nas funções motoras, cerebrais, comportamentais ou na percepção.


(fonte: informação retirada da entrevista que realizamos ao Dr. Rui Seco - Psicólogo)

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Esquema: PERTURBAÇÕES MENTAIS




Clique em cima do esquema para aumentar o seu tamanho.

terça-feira, 19 de Maio de 2009

A Criminalidade/Violência está associada às Perturbações Mentais?




J.Manahan nos seus estudos concluiu que a ideia das doenças mentais estarem ligadas à violência tem sido constante e universal a nível histórico e cultural, o que tem gerado um estigma contra os sujeitos que têm doenças mentais, dificultando a sua reintegração.


A expressão doença mental deveria ser usada correctamente, quando referente a quadros de alterações psíquicas qualitativas, como o caso das doenças afectivas e as alterações quantitativas que correspondem a desvios extremos, como os transtornos de personalidade, deveriam ser consideradas extremos de um contínuo e não doenças.


A nível da psicopatologia a maioria das pesquisas realizadas na última década não encontraram uma associação entre doença mental e o risco de cometer crimes de violência, ou apenas encontraram uma associação estatisticamente não significativa.


Os efeitos do álcool e drogas estão associados à violência, assim como os portadores de Transtorno de Personalidade Anti-Social, mas estes estão apenas mais propensos ao crime, nem sempre são violentos e agressivos. A maior parte das pesquisas não encontraram qualquer associação entre violência e doentes mentais sem abuso de substâncias. Os indivíduos com abuso de álcool e drogas têm duas vezes mais risco de violência do que pacientes esquizofrénicos sem esse abuso. O maior risco de violência é a combinação de personalidade anti-social com o abuso de álcool e/ou drogas.


A tendência a agressão e a violência podem ser recebidos como traços de personalidade, como respostas apreendidas no ambiente, como reflexos estereotipados de determinados tipos de pessoas ou até como manifestações psicopáticas.



Houve vários estudos ao longo da história relacionando os doentes mentais com o risco a cometer crimes violentos, em relação à população em geral, que serão relatados seguidamente.


H.Haefner e W.Boeker (Alemanha) entre 1955-1964, constataram que “não havia excesso de doentes mentais de entre os criminosos violentos” e que inclusive as doenças mentais até retardavam a expressão do acto de violência. Realizaram um estudo sobre crimes de violência e distúrbios mentais e concluíram que só 2,97% dos criminosos sofriam de problemas mentais e que os doentes mentais que sofriam de esquizofrenia tinham a probabilidade de 0,05% de se tornarem criminosos violentos (5 agressores em 10 000 esquizofrénicos) e os que sofriam de psicose afectiva de 0,006% (6 violentos em 100 000 portadores de psicose afectiva). Concluíram que o número de crimes violentos cometidos por doentes mentais é qualitativamente proporcional ao número que são cometidos pela população geral. O suicídio reduz ainda mais a possibilidade de agressão a terceiros.


Estudos realizados pelo “National Institute of Mental Health” (EUA) em 1997, não encontraram nenhuma associação significativa entre doentes mentais e a criminalidade. No entanto reconheceram que o abuso de substâncias tóxicas e a presença do transtorno de personalidade anti-social associa-se à violência, pois as características de ambos propiciam a violência.


Estudos de H.Steadmen (New York) em 1998, não encontram “diferença na prevalência da violência em doentes mentais saem abuso de substâncias”. Segundo J.W.Swanson o maior risco de violência vem da combinação de abuso de substâncias ilícitas com transtorno de personalidade anti-social.


Noutro estudo sobre doença mental e crimes realizado em 1996 por Hodgins (Dinamarca), em indivíduos nascidos entre 1944 e 1947, cerca de 360 000 indivíduos, constatou-se que havia “uma maior frequência de crimes de violência em pacientes que tinham sido hospitalizados do que em indivíduos sem internações psiquiátricas”. No entanto estes dados são sobrevalorizados se pensarmos, por exemplo, no caso da Dinamarca que tem uma assistência psiquiátrica exemplar, logo os pacientes passam a maior parte da sua vida fora do hospital, à excepção de casos mais graves. J.Monahan e H.J. Steadman em 1983 mostraram que “os pacientes com comportamento agressivo têm maior probabilidade de serem hospitalizados”. Logo, no estudo da Dinamarca o critério de selecção baseado dos registos hospitalares, já seleccionou antes uma amostra de pacientes mais agressivos.


Os estudos realizados apontam para a não relação de doenças mentais e crimes de violência, por isso a associação entre doença mental e violência não tem razão de ser, se pensarmos que um indivíduo psicótico pode tornar-se agressivo na presença de álcool, assim como os que não o são.



Psiquiatria Forense


Psiquiatria forense ou legal - estudo dos problemas psiquiátricos envolvidos em causas legais. Devido às perturbaçoes mentais levarem a alterações na conduta das pessoas, sua forma de relacionar, reagir e muitas vezes estas trazem problemas legais para as pessoas que as possuem.



"A psiquiatria forense avalia as seguintes alterações:


- Responsabilidade penal
Se o criminoso for considerado doente mental terá um encaminhamento diferente perante a justiça, mesmo que o indivíduo não seja considerado um doente mental, mas tenha um grave transtorno de conduta (pedofilia, sociopatia) também poderá ser avaliado por um psiquiatra forense.


- Capacidade civil
Avaliar se o indivíduo está em pleno gozo de suas faculdades mentais para a vida civil. Se tiver alguma doença mental pode perder parcialmente ou totalmente esses direitos. Isso é avaliado mediante perícia feita pelo psiquiatra forense.


- Posse e guarda de filho menor
Quando há alguma dúvida sobre a presença de doença mental, caberá ao psiquiatra legal fazer a perícia para que o juiz possa resolver a questão."


(fonte: http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1724025-psiquiatria-forense/)

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Sobre a Psicopatia...



-Ninguém nasce psicopata, apenas com tendências ou não para a psicopatia.


-Nem todos os psicopatas cometem maldades. Os psicopatas podem ter comportamentos por vezes perversos, prejudicando outros, mas sem essa intenção. Os psicopatas sádicos são mais perigosos, pois sentem felicidade com a dor dos outros.


-O ambiente influência a constituição de uma personalidade psicopata, mas não é só, quando nascemos não somos como páginas em branco! - “Hoje sabemos que, ainda que vivêssemos uma utopia social, haveria psicopatas” (Robert Hare).


-Não há sinais que indiquem que uma criança se transformará necessariamente num psicopata, mas pode-se verificar quando algo não está bem – “se ela age de modo cruel com outras crianças e animais, mente olhando nos olhos e não tem remorso, isso sinaliza um comportamento problemático futuro” (Robert Hare). Os pais apenas podem interferir neste processo atenuando este, com um ambiente com influências positivas ou piorando este, se maltratarem os filhos, uma vez que os traços de personalidade não podem ser apagados, só atenuados.


-Será que os psicopatas têm consciência que são diferentes? Do ponto de vista do intelectual, este até pode saber que certo comportamento é censurável, no entanto do ponto de vista emocional “não percebe o quão errado é quebrar aquela regra”. - “O psicopata é como um gato, que não pensa no que o rato sente. Ele só pensa em comida. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato” (Robert Hare).


-Um psicopata parecer um sujeito normal, não é?...mas após conhece-lo melhor, constatamos que é um indivíduo problemático, mente sistematicamente, tem uma grande capacidade de manipulação e ao ser apanhado a fazer algo de errado tenta convencer todos que está a ser mal interpretado.


-O psicopata sente amor, mas não o sente como nós – “Um psicopata ama alguém da mesma forma como eu, digamos, amo o meu carro – e não da forma como eu amo a minha mulher. Usa o termo amor, mas não o sente da maneira como nós entendemos. Em geral, é um sentimento de posse, de propriedade” (Robert Hare).


-A psicopatia é incurável por meio de terapias tradicionais, como o modelo-padrão de atendimento das prisões, em que o psicopata é colocado no lugar das suas vítimas para tentar mudar a sua maneira de pensar e agir, o que não sortia efeito sobre este porque este não tem em conta a dor da vítima mas apenas a sua própria satisfação. O tratamento cognitivo também não funciona, pois fala-se sobre o que deixa o paciente com raiva e este não consegue ver nada de errado com o seu comportamento.


-Os psicopatas vão para a prisão e não para uma instituição psiquiátrica porque estes não têm remorsos dos seus actos e não aprendem com a punição, por isso é que esta patologia não torna o doente inimputável (pessoa sem capacidade de entendimento para avaliar as consequências dos seus actos e decidir sobre a sua prática), portanto estes doentes quando têm de cumprir uma pena, cumprem-na na prisão.


(fonte: http://veja.abril.com.br/010409/entrevista.shtml e informações recolhidas da entrevista que realizamos a um psiquiatra)

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Psicologia e a Agressão





Agressão é um comportamento que visa a causar danos físicos ou psicológicos a uma pessoa ou pessoas e que reflecte intenção em destruir.




As diversas formas de agressão:


Tipos de agressão quanto à intenção do sujeito:

- Agressão hostil: tipo de agressão emocional e geralmente impulsiva. É um comportamento que visa causar danos ao outro, independentemente de qualquer vantagem que possa obter.

Exemplo: Um condutor bate propositadamente na traseira do automóvel que o ultrapassou.

- Agressão instrumental: tipo de agressão que visa a um objectivo, que tem por fim conseguir algo independentemente do dano que possa causar. Normalmente é planeada e não impulsiva.

Exemplo: Num assalto a finalidade é obter o dinheiro, a agressão que possa surgir é subproduto da acção.


Tipos de agressão quanto ao alvo:

- Agressão directa: o comportamento agressivo dirige-se à pessoa ou ao objecto que justifica a agressão.

Exemplo: A criança agride o colega que lhe tirou o brinquedo.

- Agressão deslocada: o sujeito dirige a agressão a um alvo que não é responsável pela causa que lhe deu origem.

Exemplo: a educadora está presente e não pode agredir o colega que lhe tirou o brinquedo, dá um pontapé na parede.

- Auto-agressão: o sujeito desloca a agressão para si próprio.

Exemplo: Os pais recusam um brinquedo ao filho e este não almoça.


Tipos de agressão quanto à forma de expressão:

- Agressão aberta: pode-se manifestar pela violência física ou psicológica, é explícita.

Exemplos: espancamento, humilhação, ataque à auto-estima.

- Agressão dissimulada: recorre a meios não abertos para agredir.

Exemplos: Sarcasmo e cinismo.

- Agressão inibida: O sujeito não manifesta agressão para o outro, mas dirigia-a contra si próprio.

Exemplo: sentimento de rancor.



A Origem da agressividade:


Concepção de Freud:

A agressão teria origem numa pulsão inata, a pulsão da morte. Os comportamentos agressivos seriam explicados por uma disposição instintiva e primitiva do ser humano. Segundo este a agressividade teria uma origem biológica. Seria uma energia que tem de ser descarregada e uma das principais funções da socialização e das regras de organização social é tentar reprimir esta pulsão destrutiva.


Concepção de Lorenz:

A agressividade humana estava programada geneticamente, sendo desencadeada em determinadas situações.

O ser humano não teria os mecanismos reguladores de agressividade como os animais, o que explicaria as guerras.


Concepção de Bandura:

O comportamento agressivo era apreendido por observação e imitação de modelos. A criança, no seu processo de socialização, imitaria comportamentos dos modelos, como dos pais, dos professores e dos pares, incluindo os comportamentos agressivos (Aprendizagem Social/Modelação).



Factores que induzem à agressão:

- Mecanismos Biológicos;

- Álcool;

- Temperatura muito elevada;

- O nível de agressividade varia de cultura para cultura.



(fonte: MONTEIRO, Manuela, FERREIRA, Pedro. (2008) “Ser humano – 1ª Parte, Psicologia 12º ano”. 1ª Edição, Porto Editora.)

domingo, 10 de Maio de 2009

Factores que condicionam as Perturbações Mentais


Há vários factores que determinam a prevalência, o início e a evolução das Perturbações Mentais, como:


- Pobreza

Dados de pesquisas transculturais feitas no Brasil, Chile, Índia e Zimbabué mostram que as perturbações mentais mais comuns são cerca de duas vezes mais frequentes entre os pobres do que entre os ricos (Patel e col.,1999).

A depressão ocorre mais frequentemente entre os pobres do que entre os ricos.



- Sexo

Apesar de estudos recentes apontarem para que a prevalência de perturbações mentais ser igual entre os dois sexos, as perturbações da ansiedade e a depressão são mais comuns no sexo feminino, enquanto que as perturbações causadas pelo abuso de substâncias são mais comuns no sexo masculino.



- Conflitos e desastres

Os conflitos e desastres afectam muitas pessoas, o que resulta em problemas mentais. As pessoas afectadas por catástrofes naturais, como inundações ou terramotos podem sofrer de consequências a nível psicológico devido a estes incidentes. Podem vir a ter por exemplo, perturbação pós-stress traumático, que se manifesta depois de um fenómeno traumático, perturbações da ansiedade, depressão…



- Doenças físicas graves

As doenças físicas graves afectam a saúde mental das pessoas, especialmente as mais incapacitantes e ameaçadoras, como o cancro.



- Factores familiares e ambientais

O ambiente familiar desempenha um papel nas perturbações mentais. A mudança do clima emocional dentro das famílias pode ter um efeito adicional na prevenção de recaídas com utilização de medicamentos antipsicóticos.

Há pessoas que já têm uma predisposição genética para uma certa perturbação mental, o que não quer dizer que esta se venha a manifestar, pois depende de vários factores em interacção, não só da predisposição, mas também da personalidade do indivíduo, a sua história pessoal, etc.


(fonte: www.who.int/whr/2001/en/wr01_ch2_po.pdf)

Tipos de Perturbações Mentais




Alzheimer
É uma doença degenerativa do cérebro. Esta demência é classificada como perturbação mental e comportamental e é caracterizada pelo declínio progressivo das funções cognitivas.
Nao se conhece ainda a causa exacta desta doença, mas sabe-se que início desta doença ocorre normalmente após os 65 anos de idade.

Anormalidades Orgânicas (Psicose Orgânica)
Problemas com causas biológicas ou físicas. Exemplo, uma criança nascida com lesão cerebral tem uma anormalidade do cérebro.

Ansiedade
É um estado emocional desagradável e apreensivo, suscitado pela suspeita ou previsão de um perigo para a integridade da pessoa. No caso de perigos reais, dá-se o nome de ansiedade realista. Quando os perigos são desconhecidos (sem acesso à consciência), estamos diante da ansiedade neurótica.

Existem vários tipos de ansiedade, na forma de transtornos:
- Ansiedade Generalizada – Os sintomas são o “nervosismo persistente, tremores, tensão muscular, transpiração, sensação de vazio na cabeça, palpitações, tonturas e desconforto”. Há uma expressão frequente de medos, que o paciente ou alguém próximo deste fique doente.
- Transtorno de Pânico – Caracteriza-se pela ocorrência de ataques de pânico imprevisíveis. Os sintomas deste são “a ocorrência brutal de palpitações e dores torácicas, sensações de asfixia, tonturas e sentimentos de irrealidade”. Há também um medo secundário de morrer, de perder o autocontrolo ou de ficar louco. Quando o sujeito apresenta transtorno depressivo, os ataques de pânico do sujeito são provavelmente uma consequência deste transtorno.
- Fobias – tipo de ansiedade que é desencadeada por situações que não apresentam presentemente nenhum perigo real. Os sintomas destas são “palpitações ou a impressão de desmaio e associam-se muitas vezes com o medo de morrer, perda de controlo e de ficar louco”. A ansiedade fóbica muitas vezes está associada à depressão.
- Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) – Caracteriza-se “por ideias obsessivas ou por comportamentos compulsivos recorrentes”. O individuo tem consciência dos seus actos, não tira prazer nestes, sabendo que são absurdos e inúteis, mas quanto mais este tenta resistir a esta actividade compulsiva mais a ansiedade agrava.

Atraso mental
O atraso mental é um estado definido por inibição do desenvolvimento ou desenvolvimento incompleto da mente, caracterizado pelo prejuízo das aptidões e da inteligência geral em áreas tais como a cognição, a linguagem e as faculdades motoras e sociais. Descrito também como insuficiência ou deficiência mental, o atraso mental pode ocorrer com ou sem outras perturbações físicas ou mentais. Embora o aspecto característico desta perturbação seja a redução do nível de funcionamento intelectual, o diagnóstico só se faz se ela estiver associada à diminuição da capacidade de adaptação às exigências diárias do ambiente social normal.

Delírio
Perturbação psíquica, caracterizada pela persistência de ideias em oposição manifesta com a realidade ou o bom senso e que envolve as convicções do indivíduo.

Demência
Perturbação mental grave caracterizada por um enfraquecimento progressivo e irreversível das funções intelectuais; Conduta insensata, estranha. Os dementes podem ser interditos do exercício dos seus direitos. Em direito penal, o demente é considerado inimputável, sendo a pena substituída põe medidas de prevenção criminal.

Depressão
Acto de deprimir. Depressão nervosa é um estado patológico de sofrimento marcado por uma diminuição no sentimento de valor pessoal, por pessimismo e por uma inapetência face à vida.

Desordem de Stress Pós-traumático (DSPT)
Esta perturbação é muito mais frequente do que se acreditava, acontecimentos tão banais, como os acidentes com automóveis, estão entre os mais implicados no aparecimento do DSPT.

Esquizofrenia
É uma doença mental do grupo dos transtornoss psicoticos ; Denominação psicológica que aplicamos a distúrbios da personalidade caracterizados por timidez, introversão e tendência a evitar o contacto social e relações estreitas. Pensamentos distúrbios, delírios, impulsividade e movimentos corporais incomuns quase sempre fazem parte dos sintomas de esquizofrenia.Esta perturbação começa normalmente no fim da adolescência ou início da idade adulta.
Com os modernos avanços nos tratamentos medicamentoso e psicossocial quase metade dos individuos na fase inicial desta perturbação podem esperar uma recuperação duradoura e total.

Paranóide
Relativo à paranóia (uma psicose crónica caracterizada pela organização lógica de temas delirantes, em que a pessoa tem tendência a crer-se perseguida ou agredida). Delírio paranóide – delírio caracterizado pela incoerência e o polimorfismo e que constitui uma das formas de esquizofrenia.

Perturbação Afectiva Bipolar ou Psicose Maniaco-depressiva
Também conhecida como a doença bipolar do humor, esta é caracterizada por períodos de um quadro depressivo, geralmente de intensidade grave, que se alternam com períodos de quadros opostos em que a pessoa apresenta-se eufórica.

Personalidade Sociopática ou Personalidade Anti-Social
Quem nunca aprendeu a medir as consequencias do seu comportamento. Estes indivíduos violam as leis ou as regras sociais sem sentirem culpa ou ansiedade pelos seus comportamentos. São incapazes de estabelecer relações afectivas com os outros

Perturbações Paranóicas
Uma tendência para adoptar um comportamento de permanente desconfiança em relação a todos os que o rodeiam. Caracterizam-se pelo desenvolvimento de equívocos ou de evidentes delírios perante determinados factos e circunstâncias, aos quais o paciente dá uma importância excessiva e interpreta de forma errada.

Psicopatia
É um tipo de alteração da personalidade caracterizada basicamente por deficiência na adaptação a padrões sociais e éticos prevalentes e por ausência de responsabilidade social. O termo oficial de psicopata é distúrbio de personalidade anti-social (APD).

Síndrome de Korsakoff
Transtorno cognitivo adquirido, caracterizado pela desatenção e pela inabilidade de formar memórias de termos curtos. Encontra-se frequentemente ligado ao alcoolismo.


(fonte: Círculo de Leitores. (1997) "Nova Enciclopédia Larousse". Edição nº3886: Círculo de Leitores, Relatório Mundial da Saúde e Internet (sites vários).

quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Sabias Que…?


  • 1 em 4 pessoas tem um problema de saúde mental durante a sua vida.
  • A bipolaridade afecta cerca de 150 mil portugueses.
  • As doenças mentais podem apresentar-se na adolescência com a perturbação de identidade.
  • As mulheres são as mais afectadas por doenças depressivas.
  • A génese de muitas personalidades anti-sociais encontra-se no lobo frontal.
  • Indivíduos submetidos a lesões no córtex frontal desenvolvem comportamentos sociais anormais.
  • Os países asiáticos são os menos afectados por doenças mentais.
  • Os Estados Unidos da América e a Colômbia são os países com mais incidência destas doenças.
  • Os dados demonstram que no ano passado o crime violento aumentou 10,7% e a criminalidade geral subiu 7,5%, ou seja, foram registados pelos órgãos de polícia criminal um total de 421 037 crimes, mais de 1100 por dia, dos quais, 24 313 foram graves e violentos.
  • Temos, em Portugal, ao que tudo indica, o maior crescimento criminal dos últimos dez anos.
  • Estima-se que, aproximadamente, 50 a 300 Serial Killers estejam actualmente activos.

Mitos e Factos

Mito: Aconselhamento e grupos de ajuda mútua são uma perda de tempo. A medicação é a única saída.

Facto: O processo de tratamento varia consoante cada pessoa. Existem os tratamentos psiquiátricos mas também programas de ajuda mútua e participação em organizações de pares e programas psicossociais orientados para a integração social e o recovery.


Mito: Quando uma pessoa desenvolve uma doença mental, nunca recuperará.

Facto: Estudos longitudinais recentes demonstram que a maioria das pessoas com doença mental melhora, e muitas terão recuperado completamente. O processo de “recovery” refere-se ao processo através do qual as pessoas podem viver, trabalhar, aprender e participar em pleno nas suas comunidades.


Mito: As pessoas com doença mental não conseguem tolerar o stress associado a um emprego.

Facto: Todos os empregos têm uma carga de stress associada. Todas as pessoas são mais produtivas quando há uma correspondência entre as necessidades do trabalhador e as do empregador, e as condições de trabalho, quer falemos de indivíduos com ou sem doença mental. Actualmente, existem também programas especializados no apoio ao emprego.


Mito: A doença mental surge devido a uma fraqueza na personalidade.

Facto: As doenças mentais são resultado de uma diversidade de factores, psicológicos, biológicos e sociais. Por exemplo, situações como a perda de alguém de quem gostamos ou mesmo de um emprego pode contribuir para o surgimento de um ou vários problemas de saúde mental.


Mito: As pessoas com doença mental são violentas e imprevisíveis.

Facto: A maioria das pessoas com doença mental são tão violentas como qualquer outra pessoa, sendo até mais provável que sejam vítimas de crime (abuso de confiança, segregação, exploração e vulnerabilidade a situações de risco). Provavelmente conhece alguém com doença mental e nem se apercebe.


Mito: Não há nada que eu possa fazer por alguém com doença mental.

Facto: Todos podemos fazer muito, começando pela forma como falamos e agimos. Rótulos e atitudes discriminatórias em nada contribuem para integrar as pessoas com doença mental. Respeitar os direitos, a opinião e a integridade das pessoas com doença mental é um primeiro passo de extrema importância.


Mito: Não há esperança para uma pessoa com doença mental.

Facto: Nunca existiram tantos serviços de apoio e informação sobre os tratamentos como agora. A sua eficácia tem aumentado significativamente. As pessoas com doença mental podem e devem ter uma vida activa e integrada.


Mito: As doenças mentais são um fenómeno raro.

Facto: A doença mental é muito comum. Ao contrário do que é costume pensar-se, uma em cada quatro pessoas experienciam um problema de saúde mental a dada altura nas suas vidas.


A informação e o conhecimento são duas ferramentas poderosas que podem fazer toda a diferença na vida de alguém.



(fonte:http://www.fnerdm.pt/)

terça-feira, 5 de Maio de 2009

Serial Killers famosos...



Jack “O estripador”

Foi o pseudonimo dado a um assassino em série não identificado que agiu em Londres em 1888. As suas vítimas eram mulheres que ganhavam a vida na prostituição. Duas delas tiveram a garganta cortada e o corpo mutilado, as teorias sugerem que, para não provocar barulho, as vítimas eram primeiro estranguladas, o que talvez explique a falta de sangue nos locais dos crimes. A remoção de órgãos internos de três vítimas levou os oficiais da época a acreditarem que o assassino possuía conhecimentos anatómicos ou cirurgicos.



Jeffrey Dahmer

(1960-1994) Foi um Serial Killer Americano que assassinou 17 homens entre 1978 e 1991, os seus crimes eram particularmente sórdidos, envolvendo estupro, necrofilia e canibalismo. A sua motivação para matar era que não suportava a solidão, e comia partes de suas presas para que elas fizessem parte dele.

“Depois que o medo e o terror do que eu fiz se foi, o que levou um mês ou dois, eu comecei mais uma vez. Eu sentia uma espécie de fome, eu não sei como descrevê-la, uma compulsão e eu apenas continuei fazendo, fazendo e fazendo novamente, sempre que a oportunidade aparecia...” - Jeffrey Dahmer.


(fonte: http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/dahmer.html, http://pt.wikipédia.org/wiki/Jeffrey_Dahmer e http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_o_Estripador)

Serial Killers


Muitos dos Serial Killers conhecidos eram aparentemente cidadãos “normais”, que desempenhavam um papel activo na sociedade, até os seus crimes terem sido descobertos.

O termo Serial Killer foi criado por Robert Ressler na década de 70. “O FBI define um Serial Killer como uma pessoa que mata três ou mais vitimas, com períodos de «calmaria» entre os assassinatos.” Os assassinos que matam em curtos períodos de tempo denominam-se assassinos em serie se matarem quatro ou mais pessoas ou mesmo tempo, mas no mesmo local, ou assassinos turbulentos se estes matam em vários locais. O tipo de assassino Serial Killer “não mata por ganância ou ciúme”, matam estranhos, só por matar.

Houve cerca de 400 Serial Killers nos Estados Unidos no último século e de 2.526 a 3.860 vitimas, e estima-se que aproximadamente 50 a 300 estejam actualmente activos. “Os assassinatos em serie aumentaram nos últimos 30 anos”.


Classificações de Serial Killers

Pode-se classificar os Serial Killers numa forma baseada no motivo (Tipologia de Holmes) e nos padrões organizacionais e sociais - classificações apenas “baseadas em dados de observação casual ou em entrevistas”.

Conforme a tipologia de Holmes, os Serial Killers podem-se concentrar no acto (matam rápido), que são os missionários (“matam porque acreditam que devem acabar com um determinado grupo de pessoas”) e os visionários (“matam porque escutam vozes ou têm visões que o levam a fazer isso”) ou podem-se concentrar no processo (matam lentamente por sentirem prazer com isso) que são os assassinos sexuais (“obtêm prazer sexual ao matar”), os assassinos que buscam emoção (“excitam-se com isso”), os assassinos que tiram proveito (matam por acreditarem que vão lucrar com isso) e os assassinos que buscam o poder (“querem «brincar de Deus» ou ter controlo da vida e da morte”).


Comportamento dos Serial Killers

Os Serial Killers podem ser organizados ou desorganizados e não-sociais ou anti-sociais. Os organizados e não-sociais são os que têm um QI normal, são casados ou namoram, acompanham o noticiário, têm boa higiene e cuidados com a casa, não mantém um esconderijo em casa, têm hábitos diurnos, carro ostentoso, são Fãs da policia, não exploram auto-ajuda, matam e deixam o corpo fora do local do crime, podem desmembrar o corpo, usam a sedução para as suas vitimas e inclusive falam com elas, controlam a cena do crime deixando poucas provas físicas e respondem melhor à entrevista directa, enquanto que os desorganizados e anti-sociais têm um QI abaixo da media e o seu comportamento é o oposto ao dos anteriores.

A maioria dos Serial Killers são organizados e não sociais, sendo que “mais de 80% dos Serial Killers são homens brancos, na faixa dos 20 aos 30 anos”, normalmente inteligentes e com mais tendência para matar mulheres brancas. A maioria dos Serial Killers são pessoas “comuns”, até carismáticas dentro da sociedade, daí não ser possível identificá-los apenas pela sua aparência.

Há três comportamentos que normalmente os Serial Killers têm durante a infância (tríade MacDonald) que são: fazer xixi na cama, causar incêndios, e serem crueis com animais.

“Muitos teóricos apontam as infâncias conturbadas dos Serial Killers como uma possível razão para os seus actos”.


As motivações dos serial killers

Não existe nenhuma resposta para o “Porquê” dos Serial Killers, apenas várias teorias possíveis, que são a negligência e abuso na infância, doença mental e danos cerebrais.


- Negligência e abuso

Através de estudos observou-se que muitos dos Serial Killers sofreram negligência e abuso em criança. Há períodos durante a infância mais propícios a aprender certos valores, como sobre o amor e regras básicas de interagir com os outros, que se não forem aprendidos nessa altura podem nunca o vir a ser.

Descobriu-se que muitos dos Serial Killers sofreram abuso físico ou sexual em criança ou testemunharam o abuso a membros da família, o que pode explicar o seu comportamento, no entanto nem todas as crianças que crescem neste ambiente se tornam criminosos.


- Saniedade dos Serial Killers

Muitos alegam que os Serial Killers são simplesmente «loucos». Como defesa muitas vezes os Serial Killers alegam ser inocentes por insanidade, mas serão mesmo todos mentalmente doentes ou loucos? Conforme o Código Americano, a insanidade significa que o acusado devido a uma doença grave ou deficiência mental no momento do seu acto não foi capaz de “avaliar com precisão a natureza e qualidade ou ilegalidade dos seus actos”.

Para se declarar a insanidade destes, tem de ser provado que estes não conseguiam distinguir o certo do errado no momento em que mataram e que não entendiam que os seus actos levariam à morte das vítimas e apenas dois Serial Killers conseguiram alegar isto. John Douglas, que trabalhou no FBI, acredita que os Serial Killers «compreendem bem o que significa a morte, e têm o poder de matar».

Alguns Serial Killers foram diagnosticados como psicopatas, que seguem um padrão de «desprezo e violação dos direitos dos outros, que ocorre desde os 15 anos de idade» (fonte: DSM-IV). “Este padrão inclui vários factores como fracasso em se adaptar às normas sociais, irritabilidade e agressividade e falta de remorsos”. Estes não são “loucos” pois distinguem o certo do errado.


- Dano cerebral

Outra teoria defendida por pesquisadores é que “os Serial Killers têm danos cerebrais ou outras anomalias que contribuem para os seus actos”, como danos no lobo frontal, hipotálamo e sistema límbico que podem contribuir para a agressão e perda de controlo, violência e julgamento. Vários Serial Killers como Henry Lucas e Arthur Shawcross apoiam esta teoria por terem estas anomalias.


Violência nos genesPessoas com um cromossama Y a mais (síndrome de Klinefelter), são normalmente homens (XYY) e têm um nível de testosterona mais baixo. Pesquisadores sugerem que estes homens “são mais agressivos e têm mais hipótese de ser abusivos fisicamente”. Para apoiar a teoria há o Arthur Shawcross que tinha esta anomalia.


(fonte:http://pessoas.hsw.uol.br/serial-killer.htm)


domingo, 26 de Abril de 2009

Notícias




FOME ESQUIZOFRÉNICA

Os bebés que passam fome quando ainda estão na barriga da mãe têm mais risco de desenvolver esquizofrenia, dizem os cientistas chineses. Os cientistas calcularam que a fome sofrida pelos chineses entre 1959 e 1961 aumentou o risco de esquizofrenia de 0,84% para 2,15%. Falta esclarecer se a causa é a falta de comida em geral ou a falta de algum nutriente específico durante a gestação. Na mesma linha, outra pesquisa realizada na Holanda constatou que o risco de esquizofrenia duplicou entre crianças que nasceram em 1944 e 1945, durante a escassez de comida causada pela segunda guerra mundial.


(fonte: Revista “Saúde e Lar” – Edição de Outubro de 2007)


MARIJUANA AGRAVA RISCO DE PSICOSES

O consumo de cannabis, mais conhecida por marijuana, pode aumentar em 41% o risco de psicoses em fases mais tardias da vida. Esta é a conclusão do trabalho de um grupo de investigadores das Universidades de Bristol e Cardiff, no Reino Unido, e que fizeram uma revisão de uma série de 35 estudos realizados nas últimas décadas (…).

Os cientistas verificaram, também, que mesmo o uso esporádico destas drogas representa um risco acrescido no surgimento tardio de problemas mentais de tipo psicótico, sendo que este risco aumenta quando o consumo da droga é regular (…).


(fonte: Revista “Saúde e Lar” – Edição de Novembro de 2007)


DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS: MAIS INCAPACITANTES

«As doenças psiquiátricas são as mais incapacitantes do que as físicas e, no caso de haver, concomitantemente, uma doença física, são ainda mais incapacitantes», afirmou o Prof. Frances Creed, da Universidade de Manchester, Reino Unido (…)

Com efeito, a depressão é um problema comum nos cuidados de saúde. Calcula-se que entre 5 a 10% dos indivíduos seguidos nos centros de Saúde sofram desta situação. Em doentes com sintomas não explicados medicamente, como dores e fadiga crónica, a taxa de depressão ultrapassa os 20%.

Sabe-se igualmente que está relacionada com a gravidade da doença física. Quanto mais grave é o problema que afecta o corpo, mais a mente se ressente. No caso dos doentes com cancro, a taxa de depressão chega aos 40%. Também é igualmente mais elevada em doentes cardíacos, ou com asma, artrite, ou diabetes, em todos reduzindo, significativamente, a qualidade de vida.


(fonte: Revista “Saúde e Lar” – Edição de Setembro de 2008)

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Código Penal Português


Artigos do Código Penal Português relacionados com o tema "Perturbações Mentais e Criminalidade".


Artigo 20º
Inimputabilidade em razão de anomalia psíquica
1- É inimputável quem, por força de uma anomalia psíquica, for incapaz, no momento da prática do facto, de avaliar a ilicitude deste ou de se determinar de acordo com essa avaliação.
2- Pode ser declarado inimputável quem, por força de uma anomalia psíquica grave, não acidental e cujos efeitos não domina, sem que por isso possa ser censurado, tiver, no momento da prática do facto, a capacidade para avaliar a ilicitude deste ou para se determinar de acordo com essa avaliação sensivelmente diminuída.
3- A comprovada incapacidade do agente para ser influenciado pelas penas pode constituir índice da situação prevista no número anterior.
4- A imputabilidade não é excluída quando a anomalia psíquica tiver sido provocada pelo agente com intenção de praticar o facto.

Artigo 70º
Critério de escolha da pena
Se ao crime forem aplicáveis, em alternativa, pena privativa e pena não privativa da liberdade, o tribunal dá preferência à segunda sempre que esta realizar de forma adequada e suficiente as finalidades da punição.

Artigo 91º
Pressupostos e duração mínima
1- Quem tiver praticado um facto ilícito típico e for considerado inimputável, nos termos do artigo 20º, é mandado internar pelo tribunal em estabelecimento de cura, tratamento ou segurança, sempre que, por virtude da anomalia psíquica e da gravidade do facto praticado, houver fundado receio de que venha a cometer outros factos da mesma espécie.
2- Quando o facto praticado pelo inimputável corresponder a crime contra as pessoas ou a crime de perigo comum puníveis com pena de prisão superior a 5 anos, o internamento tem a duração mínima de 3 anos, salvo se a libertação se revelar compatível com a defesa da ordem jurídica e da paz social.

Artigo 92º
Cessação e prorrogação do internamento
1- Sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo anterior, o internamento finda quando o tribunal verificar que cessou o estado de perigosidade criminal que lhe deu origem.
2- O internamento não pode exceder o limite máximo da pena correspondente ao tipo do crime cometido pelo inimputável.
3- Se o facto praticado pelo inimputável corresponder a crime punível com pena superior a 8 anos e o perigo de novos factos da mesma espécie for de tal modo grave que desaconselhe a libertação, o internamento pode ser prorrogado por períodos sucessivos de 2 anos até se verificar a situação prevista no n.º 1.


Artigo 93º
Revisão da situação do internado
1- Se for invocada a existência de causa justificativa da cessação do internamento, o tribunal aprecia a questão a todo o tempo.
2- A apreciação é obrigatória, independentemente de requerimento, decorridos 2 anos sobre o início do lnternamento ou sobre a decisão que o tiver mantido.
3- Fica ressalvado, em qualquer caso, o prazo mínimo de internamento fixado no n.º 2 do artigo 91º.


Artigo 94º
Liberdade para prova
1- Se da revisão referida no artigo anterior resultar que há razões para esperar que a finalidade da medida possa ser alcançada em meio aberto, o tribunal coloca o internado em liberdade para prova.
2- O período de liberdade para prova é fixado entre um mínimo de 2 anos e um máximo de 5, não podendo ultrapassar, todavia, o tempo que faltar para o limite máximo de duração do internamento.
3- É correspondentemente aplicável o disposto nos n.os 3 e 4 do artigo 98.º
4- Se não houver motivos que conduzam à revogação da liberdade para a prova, findo o tempo de duração desta a medida de internamento é declarada extinta. Se, findo o período de liberdade para a prova, se encontrar pendente processo ou incidente que possa conduzir à revogação, a medida é declarada extinta quando o processo ou o incidente findarem e não houver lugar à revogação.


Artigo 95º
Revogação da liberdade para prova
1- A liberdade para prova é revogada quando: a) O comportamento do agente revelar que o internamento é indispensável; ou b) O agente for condenado em pena privativa da liberdade e não se verificarem os pressupostos da suspensão da execução, nos termos do n.º 1 do artigo 50.º
2- A revogação determina o reinternamento, sendo correspondentemente aplicável o disposto no artigo 92º.


Artigo 96º
Reexame da medida de internamento
1- Não pode iniciar-se a execução da medida de segurança de internamento, decorridos 2 anos ou mais sobre a decisão que a tiver decretado, sem que seja apreciada a subsistência dos pressupostos que fundamentaram a sua aplicação.
2- O tribunal pode confirmar, suspender ou revogar a medida decretada.

(fonte: www.hsph.harvard.edu/population/domesticviolence/portugal.penal.95.pdf)

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Na Antiguidade



A loucura nem sempre foi considerada como doença mental. Um exemplo disto é que em muitos povos e épocas os "loucos" foram mesmo reverenciados e seguidos por nações inteiras – não foi propriamente Hitler que conduziu a Alemanha, mas sim outros factores, que levaram os alemães a deixarem-se conduzir.

Na Antiguidade, de modo geral os "loucos" foram tolerados na sociedade, no entanto na Idade da Razão, os homens da “desrazão” foram acorrentados como criminosos, escondidos da sociedade.

O Médico francês Pinel, com o espírito nascente da Revolução Francesa, quis libertar os "loucos", argumentando que não passavam de “doentes mentais”, e não era humano tratar doentes como se se tratasse de criminosos.

Nos dias de hoje ainda se discute se muitas formas de perturbação mental deverão ou não ser consideradas como doenças, pois o conceito médico de doença liga-se à demonstração de que em estados de sofrimento há alterações da anatomia ou do funcionamento do corpo e que há alterações do comportamento em que não se encontram nem alterações da estrutura nem do funcionamento do sistema nervosos central.


(fonte: Pereira Orlindo.(1976)"Psicologia de Hoje". 2ªEdição, Porto: Porto Editora)