
segunda-feira, 25 de Maio de 2009
domingo, 24 de Maio de 2009
O consumo de Substâncias Psicoactivas

*qualquer substância que tenha a capacidade de produzir um estado de dependência e estimulação ou depressão do sistema nervoso central, resultante de alucinações ou distúrbios nas funções motoras, cerebrais, comportamentais ou na percepção.
quinta-feira, 21 de Maio de 2009
terça-feira, 19 de Maio de 2009
A Criminalidade/Violência está associada às Perturbações Mentais?

J.Manahan nos seus estudos concluiu que a ideia das doenças mentais estarem ligadas à violência tem sido constante e universal a nível histórico e cultural, o que tem gerado um estigma contra os sujeitos que têm doenças mentais, dificultando a sua reintegração.
A expressão doença mental deveria ser usada correctamente, quando referente a quadros de alterações psíquicas qualitativas, como o caso das doenças afectivas e as alterações quantitativas que correspondem a desvios extremos, como os transtornos de personalidade, deveriam ser consideradas extremos de um contínuo e não doenças.
A nível da psicopatologia a maioria das pesquisas realizadas na última década não encontraram uma associação entre doença mental e o risco de cometer crimes de violência, ou apenas encontraram uma associação estatisticamente não significativa.
Os efeitos do álcool e drogas estão associados à violência, assim como os portadores de Transtorno de Personalidade Anti-Social, mas estes estão apenas mais propensos ao crime, nem sempre são violentos e agressivos. A maior parte das pesquisas não encontraram qualquer associação entre violência e doentes mentais sem abuso de substâncias. Os indivíduos com abuso de álcool e drogas têm duas vezes mais risco de violência do que pacientes esquizofrénicos sem esse abuso. O maior risco de violência é a combinação de personalidade anti-social com o abuso de álcool e/ou drogas.
A tendência a agressão e a violência podem ser recebidos como traços de personalidade, como respostas apreendidas no ambiente, como reflexos estereotipados de determinados tipos de pessoas ou até como manifestações psicopáticas.
Houve vários estudos ao longo da história relacionando os doentes mentais com o risco a cometer crimes violentos, em relação à população em geral, que serão relatados seguidamente.
H.Haefner e W.Boeker (Alemanha) entre 1955-1964, constataram que “não havia excesso de doentes mentais de entre os criminosos violentos” e que inclusive as doenças mentais até retardavam a expressão do acto de violência. Realizaram um estudo sobre crimes de violência e distúrbios mentais e concluíram que só 2,97% dos criminosos sofriam de problemas mentais e que os doentes mentais que sofriam de esquizofrenia tinham a probabilidade de 0,05% de se tornarem criminosos violentos (5 agressores em 10 000 esquizofrénicos) e os que sofriam de psicose afectiva de 0,006% (6 violentos em 100 000 portadores de psicose afectiva). Concluíram que o número de crimes violentos cometidos por doentes mentais é qualitativamente proporcional ao número que são cometidos pela população geral. O suicídio reduz ainda mais a possibilidade de agressão a terceiros.
Estudos realizados pelo “National Institute of Mental Health” (EUA) em 1997, não encontraram nenhuma associação significativa entre doentes mentais e a criminalidade. No entanto reconheceram que o abuso de substâncias tóxicas e a presença do transtorno de personalidade anti-social associa-se à violência, pois as características de ambos propiciam a violência.
Estudos de H.Steadmen (New York) em 1998, não encontram “diferença na prevalência da violência em doentes mentais saem abuso de substâncias”. Segundo J.W.Swanson o maior risco de violência vem da combinação de abuso de substâncias ilícitas com transtorno de personalidade anti-social.
Noutro estudo sobre doença mental e crimes realizado em 1996 por Hodgins (Dinamarca), em indivíduos nascidos entre 1944 e 1947, cerca de 360 000 indivíduos, constatou-se que havia “uma maior frequência de crimes de violência em pacientes que tinham sido hospitalizados do que em indivíduos sem internações psiquiátricas”. No entanto estes dados são sobrevalorizados se pensarmos, por exemplo, no caso da Dinamarca que tem uma assistência psiquiátrica exemplar, logo os pacientes passam a maior parte da sua vida fora do hospital, à excepção de casos mais graves. J.Monahan e H.J. Steadman em 1983 mostraram que “os pacientes com comportamento agressivo têm maior probabilidade de serem hospitalizados”. Logo, no estudo da Dinamarca o critério de selecção baseado dos registos hospitalares, já seleccionou antes uma amostra de pacientes mais agressivos.
Os estudos realizados apontam para a não relação de doenças mentais e crimes de violência, por isso a associação entre doença mental e violência não tem razão de ser, se pensarmos que um indivíduo psicótico pode tornar-se agressivo na presença de álcool, assim como os que não o são.
Psiquiatria Forense

Psiquiatria forense ou legal - estudo dos problemas psiquiátricos envolvidos em causas legais. Devido às perturbaçoes mentais levarem a alterações na conduta das pessoas, sua forma de relacionar, reagir e muitas vezes estas trazem problemas legais para as pessoas que as possuem.
"A psiquiatria forense avalia as seguintes alterações:
- Responsabilidade penal
Se o criminoso for considerado doente mental terá um encaminhamento diferente perante a justiça, mesmo que o indivíduo não seja considerado um doente mental, mas tenha um grave transtorno de conduta (pedofilia, sociopatia) também poderá ser avaliado por um psiquiatra forense.
- Capacidade civil
Avaliar se o indivíduo está em pleno gozo de suas faculdades mentais para a vida civil. Se tiver alguma doença mental pode perder parcialmente ou totalmente esses direitos. Isso é avaliado mediante perícia feita pelo psiquiatra forense.
- Posse e guarda de filho menor
Quando há alguma dúvida sobre a presença de doença mental, caberá ao psiquiatra legal fazer a perícia para que o juiz possa resolver a questão."
(fonte: http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1724025-psiquiatria-forense/)
segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Sobre a Psicopatia...

-Ninguém nasce psicopata, apenas com tendências ou não para a psicopatia.
-Nem todos os psicopatas cometem maldades. Os psicopatas podem ter comportamentos por vezes perversos, prejudicando outros, mas sem essa intenção. Os psicopatas sádicos são mais perigosos, pois sentem felicidade com a dor dos outros.
-O ambiente influência a constituição de uma personalidade psicopata, mas não é só, quando nascemos não somos como páginas em branco! - “Hoje sabemos que, ainda que vivêssemos uma utopia social, haveria psicopatas” (Robert Hare).
-Não há sinais que indiquem que uma criança se transformará necessariamente num psicopata, mas pode-se verificar quando algo não está bem – “se ela age de modo cruel com outras crianças e animais, mente olhando nos olhos e não tem remorso, isso sinaliza um comportamento problemático futuro” (Robert Hare). Os pais apenas podem interferir neste processo atenuando este, com um ambiente com influências positivas ou piorando este, se maltratarem os filhos, uma vez que os traços de personalidade não podem ser apagados, só atenuados.
-Será que os psicopatas têm consciência que são diferentes? Do ponto de vista do intelectual, este até pode saber que certo comportamento é censurável, no entanto do ponto de vista emocional “não percebe o quão errado é quebrar aquela regra”. - “O psicopata é como um gato, que não pensa no que o rato sente. Ele só pensa em comida. A vantagem do rato sobre as vítimas do psicopata é que ele sempre sabe quem é o gato” (Robert Hare).
-Um psicopata parecer um sujeito normal, não é?...mas após conhece-lo melhor, constatamos que é um indivíduo problemático, mente sistematicamente, tem uma grande capacidade de manipulação e ao ser apanhado a fazer algo de errado tenta convencer todos que está a ser mal interpretado.
-O psicopata sente amor, mas não o sente como nós – “Um psicopata ama alguém da mesma forma como eu, digamos, amo o meu carro – e não da forma como eu amo a minha mulher. Usa o termo amor, mas não o sente da maneira como nós entendemos. Em geral, é um sentimento de posse, de propriedade” (Robert Hare).
-A psicopatia é incurável por meio de terapias tradicionais, como o modelo-padrão de atendimento das prisões, em que o psicopata é colocado no lugar das suas vítimas para tentar mudar a sua maneira de pensar e agir, o que não sortia efeito sobre este porque este não tem em conta a dor da vítima mas apenas a sua própria satisfação. O tratamento cognitivo também não funciona, pois fala-se sobre o que deixa o paciente com raiva e este não consegue ver nada de errado com o seu comportamento.
-Os psicopatas vão para a prisão e não para uma instituição psiquiátrica porque estes não têm remorsos dos seus actos e não aprendem com a punição, por isso é que esta patologia não torna o doente inimputável (pessoa sem capacidade de entendimento para avaliar as consequências dos seus actos e decidir sobre a sua prática), portanto estes doentes quando têm de cumprir uma pena, cumprem-na na prisão.
(fonte: http://veja.abril.com.br/010409/entrevista.shtml e informações recolhidas da entrevista que realizamos a um psiquiatra)
quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Psicologia e a Agressão

Agressão é um comportamento que visa a causar danos físicos ou psicológicos a uma pessoa ou pessoas e que reflecte intenção em destruir.
As diversas formas de agressão:
Tipos de agressão quanto à intenção do sujeito:
- Agressão hostil: tipo de agressão emocional e geralmente impulsiva. É um comportamento que visa causar danos ao outro, independentemente de qualquer vantagem que possa obter.
Exemplo: Um condutor bate propositadamente na traseira do automóvel que o ultrapassou.
- Agressão instrumental: tipo de agressão que visa a um objectivo, que tem por fim conseguir algo independentemente do dano que possa causar. Normalmente é planeada e não impulsiva.
Exemplo: Num assalto a finalidade é obter o dinheiro, a agressão que possa surgir é subproduto da acção.
Tipos de agressão quanto ao alvo:
- Agressão directa: o comportamento agressivo dirige-se à pessoa ou ao objecto que justifica a agressão.
Exemplo: A criança agride o colega que lhe tirou o brinquedo.
- Agressão deslocada: o sujeito dirige a agressão a um alvo que não é responsável pela causa que lhe deu origem.
Exemplo: a educadora está presente e não pode agredir o colega que lhe tirou o brinquedo, dá um pontapé na parede.
- Auto-agressão: o sujeito desloca a agressão para si próprio.
Exemplo: Os pais recusam um brinquedo ao filho e este não almoça.
Tipos de agressão quanto à forma de expressão:
- Agressão aberta: pode-se manifestar pela violência física ou psicológica, é explícita.
Exemplos: espancamento, humilhação, ataque à auto-estima.
- Agressão dissimulada: recorre a meios não abertos para agredir.
Exemplos: Sarcasmo e cinismo.
- Agressão inibida: O sujeito não manifesta agressão para o outro, mas dirigia-a contra si próprio.
Exemplo: sentimento de rancor.
A Origem da agressividade:
Concepção de Freud:
A agressão teria origem numa pulsão inata, a pulsão da morte. Os comportamentos agressivos seriam explicados por uma disposição instintiva e primitiva do ser humano. Segundo este a agressividade teria uma origem biológica. Seria uma energia que tem de ser descarregada e uma das principais funções da socialização e das regras de organização social é tentar reprimir esta pulsão destrutiva.
Concepção de Lorenz:
A agressividade humana estava programada geneticamente, sendo desencadeada em determinadas situações.
O ser humano não teria os mecanismos reguladores de agressividade como os animais, o que explicaria as guerras.
Concepção de Bandura:
O comportamento agressivo era apreendido por observação e imitação de modelos. A criança, no seu processo de socialização, imitaria comportamentos dos modelos, como dos pais, dos professores e dos pares, incluindo os comportamentos agressivos (Aprendizagem Social/Modelação).
Factores que induzem à agressão:
- Mecanismos Biológicos;
- Álcool;
- Temperatura muito elevada;
- O nível de agressividade varia de cultura para cultura.
(fonte: MONTEIRO, Manuela, FERREIRA, Pedro. (2008) “Ser humano – 1ª Parte, Psicologia 12º ano”. 1ª Edição, Porto Editora.)
domingo, 10 de Maio de 2009
Factores que condicionam as Perturbações Mentais
Há vários factores que determinam a prevalência, o início e a evolução das Perturbações Mentais, como:
- Pobreza
Dados de pesquisas transculturais feitas no Brasil, Chile, Índia e Zimbabué mostram que as perturbações mentais mais comuns são cerca de duas vezes mais frequentes entre os pobres do que entre os ricos (Patel e col.,1999).
A depressão ocorre mais frequentemente entre os pobres do que entre os ricos.
Apesar de estudos recentes apontarem para que a prevalência de perturbações mentais ser igual entre os dois sexos, as perturbações da ansiedade e a depressão são mais comuns no sexo feminino, enquanto que as perturbações causadas pelo abuso de substâncias são mais comuns no sexo masculino.
- Conflitos e desastres
Os conflitos e desastres afectam muitas pessoas, o que resulta em problemas mentais. As pessoas afectadas por catástrofes naturais, como inundações ou terramotos podem sofrer de consequências a nível psicológico devido a estes incidentes. Podem vir a ter por exemplo, perturbação pós-stress traumático, que se manifesta depois de um fenómeno traumático, perturbações da ansiedade, depressão…
- Doenças físicas graves
As doenças físicas graves afectam a saúde mental das pessoas, especialmente as mais incapacitantes e ameaçadoras, como o cancro.
- Factores familiares e ambientais
O ambiente familiar desempenha um papel nas perturbações mentais. A mudança do clima emocional dentro das famílias pode ter um efeito adicional na prevenção de recaídas com utilização de medicamentos antipsicóticos.
Há pessoas que já têm uma predisposição genética para uma certa perturbação mental, o que não quer dizer que esta se venha a manifestar, pois depende de vários factores em interacção, não só da predisposição, mas também da personalidade do indivíduo, a sua história pessoal, etc.
(fonte: www.who.int/whr/2001/en/wr01_ch2_po.pdf)
Tipos de Perturbações Mentais

Nao se conhece ainda a causa exacta desta doença, mas sabe-se que início desta doença ocorre normalmente após os 65 anos de idade.
Com os modernos avanços nos tratamentos medicamentoso e psicossocial quase metade dos individuos na fase inicial desta perturbação podem esperar uma recuperação duradoura e total.
Síndrome de Korsakoff
Transtorno cognitivo adquirido, caracterizado pela desatenção e pela inabilidade de formar memórias de termos curtos. Encontra-se frequentemente ligado ao alcoolismo.
(fonte: Círculo de Leitores. (1997) "Nova Enciclopédia Larousse". Edição nº3886: Círculo de Leitores, Relatório Mundial da Saúde e Internet (sites vários).
quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Sabias Que…?

- 1 em 4 pessoas tem um problema de saúde mental durante a sua vida.
- A bipolaridade afecta cerca de 150 mil portugueses.
- As doenças mentais podem apresentar-se na adolescência com a perturbação de identidade.
- As mulheres são as mais afectadas por doenças depressivas.
- A génese de muitas personalidades anti-sociais encontra-se no lobo frontal.
- Indivíduos submetidos a lesões no córtex frontal desenvolvem comportamentos sociais anormais.
- Os países asiáticos são os menos afectados por doenças mentais.
- Os Estados Unidos da América e a Colômbia são os países com mais incidência destas doenças.
- Os dados demonstram que no ano passado o crime violento aumentou 10,7% e a criminalidade geral subiu 7,5%, ou seja, foram registados pelos órgãos de polícia criminal um total de 421 037 crimes, mais de 1100 por dia, dos quais, 24 313 foram graves e violentos.
- Temos, em Portugal, ao que tudo indica, o maior crescimento criminal dos últimos dez anos.
- Estima-se que, aproximadamente, 50 a 300 Serial Killers estejam actualmente activos.
Mitos e Factos
terça-feira, 5 de Maio de 2009
Serial Killers famosos...

Jack “O estripador”
Foi o pseudonimo dado a um assassino em série não identificado que agiu em Londres em 1888. As suas vítimas eram mulheres que ganhavam a vida na prostituição. Duas delas tiveram a garganta cortada e o corpo mutilado, as teorias sugerem que, para não provocar barulho, as vítimas eram primeiro estranguladas, o que talvez explique a falta de sangue nos locais dos crimes. A remoção de órgãos internos de três vítimas levou os oficiais da época a acreditarem que o assassino possuía conhecimentos anatómicos ou cirurgicos.
Jeffrey Dahmer
(1960-1994) Foi um Serial Killer Americano que assassinou 17 homens entre 1978 e 1991, os seus crimes eram particularmente sórdidos, envolvendo estupro, necrofilia e canibalismo. A sua motivação para matar era que não suportava a solidão, e comia partes de suas presas para que elas fizessem parte dele.
“Depois que o medo e o terror do que eu fiz se foi, o que levou um mês ou dois, eu comecei mais uma vez. Eu sentia uma espécie de fome, eu não sei como descrevê-la, uma compulsão e eu apenas continuei fazendo, fazendo e fazendo novamente, sempre que a oportunidade aparecia...” - Jeffrey Dahmer.
(fonte: http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/dahmer.html, http://pt.wikipédia.org/wiki/Jeffrey_Dahmer e http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_o_Estripador)
Serial Killers

Muitos dos Serial Killers conhecidos eram aparentemente cidadãos “normais”, que desempenhavam um papel activo na sociedade, até os seus crimes terem sido descobertos.
O termo Serial Killer foi criado por Robert Ressler na década de 70. “O FBI define um Serial Killer como uma pessoa que mata três ou mais vitimas, com períodos de «calmaria» entre os assassinatos.” Os assassinos que matam em curtos períodos de tempo denominam-se assassinos em serie se matarem quatro ou mais pessoas ou mesmo tempo, mas no mesmo local, ou assassinos turbulentos se estes matam em vários locais. O tipo de assassino Serial Killer “não mata por ganância ou ciúme”, matam estranhos, só por matar.
Houve cerca de 400 Serial Killers nos Estados Unidos no último século e de 2.526 a 3.860 vitimas, e estima-se que aproximadamente 50 a 300 estejam actualmente activos. “Os assassinatos em serie aumentaram nos últimos 30 anos”.
Classificações de Serial Killers
Pode-se classificar os Serial Killers numa forma baseada no motivo (Tipologia de Holmes) e nos padrões organizacionais e sociais - classificações apenas “baseadas em dados de observação casual ou em entrevistas”.
Conforme a tipologia de Holmes, os Serial Killers podem-se concentrar no acto (matam rápido), que são os missionários (“matam porque acreditam que devem acabar com um determinado grupo de pessoas”) e os visionários (“matam porque escutam vozes ou têm visões que o levam a fazer isso”) ou podem-se concentrar no processo (matam lentamente por sentirem prazer com isso) que são os assassinos sexuais (“obtêm prazer sexual ao matar”), os assassinos que buscam emoção (“excitam-se com isso”), os assassinos que tiram proveito (matam por acreditarem que vão lucrar com isso) e os assassinos que buscam o poder (“querem «brincar de Deus» ou ter controlo da vida e da morte”).
Comportamento dos Serial Killers
Os Serial Killers podem ser organizados ou desorganizados e não-sociais ou anti-sociais. Os organizados e não-sociais são os que têm um QI normal, são casados ou namoram, acompanham o noticiário, têm boa higiene e cuidados com a casa, não mantém um esconderijo em casa, têm hábitos diurnos, carro ostentoso, são Fãs da policia, não exploram auto-ajuda, matam e deixam o corpo fora do local do crime, podem desmembrar o corpo, usam a sedução para as suas vitimas e inclusive falam com elas, controlam a cena do crime deixando poucas provas físicas e respondem melhor à entrevista directa, enquanto que os desorganizados e anti-sociais têm um QI abaixo da media e o seu comportamento é o oposto ao dos anteriores.
A maioria dos Serial Killers são organizados e não sociais, sendo que “mais de 80% dos Serial Killers são homens brancos, na faixa dos 20 aos 30 anos”, normalmente inteligentes e com mais tendência para matar mulheres brancas. A maioria dos Serial Killers são pessoas “comuns”, até carismáticas dentro da sociedade, daí não ser possível identificá-los apenas pela sua aparência.
Há três comportamentos que normalmente os Serial Killers têm durante a infância (tríade MacDonald) que são: fazer xixi na cama, causar incêndios, e serem crueis com animais.
“Muitos teóricos apontam as infâncias conturbadas dos Serial Killers como uma possível razão para os seus actos”.
As motivações dos serial killers
Não existe nenhuma resposta para o “Porquê” dos Serial Killers, apenas várias teorias possíveis, que são a negligência e abuso na infância, doença mental e danos cerebrais.
- Negligência e abuso
Através de estudos observou-se que muitos dos Serial Killers sofreram negligência e abuso em criança. Há períodos durante a infância mais propícios a aprender certos valores, como sobre o amor e regras básicas de interagir com os outros, que se não forem aprendidos nessa altura podem nunca o vir a ser.
Descobriu-se que muitos dos Serial Killers sofreram abuso físico ou sexual em criança ou testemunharam o abuso a membros da família, o que pode explicar o seu comportamento, no entanto nem todas as crianças que crescem neste ambiente se tornam criminosos.
- Saniedade dos Serial Killers
Muitos alegam que os Serial Killers são simplesmente «loucos». Como defesa muitas vezes os Serial Killers alegam ser inocentes por insanidade, mas serão mesmo todos mentalmente doentes ou loucos? Conforme o Código Americano, a insanidade significa que o acusado devido a uma doença grave ou deficiência mental no momento do seu acto não foi capaz de “avaliar com precisão a natureza e qualidade ou ilegalidade dos seus actos”.
Para se declarar a insanidade destes, tem de ser provado que estes não conseguiam distinguir o certo do errado no momento em que mataram e que não entendiam que os seus actos levariam à morte das vítimas e apenas dois Serial Killers conseguiram alegar isto. John Douglas, que trabalhou no FBI, acredita que os Serial Killers «compreendem bem o que significa a morte, e têm o poder de matar».
Alguns Serial Killers foram diagnosticados como psicopatas, que seguem um padrão de «desprezo e violação dos direitos dos outros, que ocorre desde os 15 anos de idade» (fonte: DSM-IV). “Este padrão inclui vários factores como fracasso em se adaptar às normas sociais, irritabilidade e agressividade e falta de remorsos”. Estes não são “loucos” pois distinguem o certo do errado.
- Dano cerebral
Outra teoria defendida por pesquisadores é que “os Serial Killers têm danos cerebrais ou outras anomalias que contribuem para os seus actos”, como danos no lobo frontal, hipotálamo e sistema límbico que podem contribuir para a agressão e perda de controlo, violência e julgamento. Vários Serial Killers como Henry Lucas e Arthur Shawcross apoiam esta teoria por terem estas anomalias.
Violência nos genes – Pessoas com um cromossama Y a mais (síndrome de Klinefelter), são normalmente homens (XYY) e têm um nível de testosterona mais baixo. Pesquisadores sugerem que estes homens “são mais agressivos e têm mais hipótese de ser abusivos fisicamente”. Para apoiar a teoria há o Arthur Shawcross que tinha esta anomalia.
domingo, 26 de Abril de 2009
Notícias

FOME ESQUIZOFRÉNICA
Os bebés que passam fome quando ainda estão na barriga da mãe têm mais risco de desenvolver esquizofrenia, dizem os cientistas chineses. Os cientistas calcularam que a fome sofrida pelos chineses entre 1959 e 1961 aumentou o risco de esquizofrenia de 0,84% para 2,15%. Falta esclarecer se a causa é a falta de comida em geral ou a falta de algum nutriente específico durante a gestação. Na mesma linha, outra pesquisa realizada na Holanda constatou que o risco de esquizofrenia duplicou entre crianças que nasceram em 1944 e 1945, durante a escassez de comida causada pela segunda guerra mundial.
(fonte: Revista “Saúde e Lar” – Edição de Outubro de 2007)
MARIJUANA AGRAVA RISCO DE PSICOSES
O consumo de cannabis, mais conhecida por marijuana, pode aumentar em 41% o risco de psicoses em fases mais tardias da vida. Esta é a conclusão do trabalho de um grupo de investigadores das Universidades de Bristol e Cardiff, no Reino Unido, e que fizeram uma revisão de uma série de 35 estudos realizados nas últimas décadas (…).
Os cientistas verificaram, também, que mesmo o uso esporádico destas drogas representa um risco acrescido no surgimento tardio de problemas mentais de tipo psicótico, sendo que este risco aumenta quando o consumo da droga é regular (…).
(fonte: Revista “Saúde e Lar” – Edição de Novembro de 2007)
DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS: MAIS INCAPACITANTES
«As doenças psiquiátricas são as mais incapacitantes do que as físicas e, no caso de haver, concomitantemente, uma doença física, são ainda mais incapacitantes», afirmou o Prof. Frances Creed, da Universidade de Manchester, Reino Unido (…)
Com efeito, a depressão é um problema comum nos cuidados de saúde. Calcula-se que entre 5 a 10% dos indivíduos seguidos nos centros de Saúde sofram desta situação. Em doentes com sintomas não explicados medicamente, como dores e fadiga crónica, a taxa de depressão ultrapassa os 20%.
Sabe-se igualmente que está relacionada com a gravidade da doença física. Quanto mais grave é o problema que afecta o corpo, mais a mente se ressente. No caso dos doentes com cancro, a taxa de depressão chega aos 40%. Também é igualmente mais elevada em doentes cardíacos, ou com asma, artrite, ou diabetes, em todos reduzindo, significativamente, a qualidade de vida.
(fonte: Revista “Saúde e Lar” – Edição de Setembro de 2008)
sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Código Penal Português

(fonte: www.hsph.harvard.edu/population/domesticviolence/portugal.penal.95.pdf)
quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Na Antiguidade

A loucura nem sempre foi considerada como doença mental. Um exemplo disto é que em muitos povos e épocas os "loucos" foram mesmo reverenciados e seguidos por nações inteiras – não foi propriamente Hitler que conduziu a Alemanha, mas sim outros factores, que levaram os alemães a deixarem-se conduzir.
Na Antiguidade, de modo geral os "loucos" foram tolerados na sociedade, no entanto na Idade da Razão, os homens da “desrazão” foram acorrentados como criminosos, escondidos da sociedade.
O Médico francês Pinel, com o espírito nascente da Revolução Francesa, quis libertar os "loucos", argumentando que não passavam de “doentes mentais”, e não era humano tratar doentes como se se tratasse de criminosos.
Nos dias de hoje ainda se discute se muitas formas de perturbação mental deverão ou não ser consideradas como doenças, pois o conceito médico de doença liga-se à demonstração de que em estados de sofrimento há alterações da anatomia ou do funcionamento do corpo e que há alterações do comportamento em que não se encontram nem alterações da estrutura nem do funcionamento do sistema nervosos central.
(fonte: Pereira Orlindo.(1976)"Psicologia de Hoje". 2ªEdição, Porto: Porto Editora)



